A evolução...
Sra. Marion recebeu 04 patentes como resultado de seus desenhos,
entre outros, o uso de clips de plástico para fixação
das fraldas. Em 1947, George M. Schroder, foi contratado pela
empresa Cia Henry Frede & Co. pra criar a primeira fralda
descartável e usar telas não tecidas.
A fralda descartável nos anos 50 era um artigo luxuoso
e somente usada em ocasiões especiais, como viagens
e visitas ao médico. A primeira fralda industrializada,
foi fabricada usando-se um desenho retangular e em seu núcleo
eram colocadas várias camadas de papel tissue de 15
a 25 folhas e eram envolvidas por uma película plástica.
Nos anos 50, praticamente permaneceu sem mudanças,
porém seu alto custo não permitia atingir a
maioria da população, além do mais, sua
distribuição estava limitada a poucos países.
Nesta mesma época, os absorventes deram um salto muito
grande no mercado.
No final da década de 50 foi que Vic Mills, que trabalhava
para a
P & G, pensando no conforto de seu neto,
reestilizou/reformulou o desenho e deu o nome de
PAMPERS
(1.959). (mimar, aconchegar...)
Nos anos 60 a fralda se desenvolveu bastante, pois a indústria
aprendeu com as necessidades das mães. Em 1.961 foi
introduzida maciçamente no mercado americano e teve
êxito moderado, pois havia um ponto negativo; sua desvantagem
era a falta de fitas adesivas próprias, porque a todo
momento da troca, as mães tinham que ter um rolo de
fita crepe em mãos (grande incômodo).
Nos anos 60 foi substituído o recheio de papel tissue
por fibras de celulose e com isso as fraldas apresentaram
uma grande melhoria no desempenho. As fraldas eram grossas,
pois tinham que evitar o vazamento ( 8 a 10% vazavam). O tamanho
médio pesavam, no mínimo umas 65g cada e uma
máquina corria no máximo 100pçs/min.
Nos anos 70 houve uma grande explosão, além
da P & G, também entraram neste mercado a
KC
e
J & J. A partir daí os preços
começaram a cair para os consumidores. No início
desta década a
J & J lançou no
mercado as fraldas com fitas adesivas laterais já incorporadas.
A demanda mundial excedeu a capacidade produtiva por muitos
anos e a taxa de penetração cresceu muito nos
EUA, Europa, Japão e também a América
Latina não ficou para trás.
Nesta época apareceram as dobras (Z, W, C, etc...),
o adesivo frio foi substituido pelo hot melt (aumento de velocidade
das linhas), diferentes tamanhos, capacidade de absorvência,
uso noturno, etc...
A velocidade das máquinas já atingia umas 250/min.
No final de 70 apareceram os elásticos laterais, apareceram
os pediatras combatendo o uso das fraldas, pois eram espessas
e podiam deformar os ossos das pernas. A taxa de vazamento
caiu para 5%.
Nos anos 80, com os elásticos, foi possível
alterar a anatomia das fraldas, pois nas laterais e na cintura
já dispunham desse recurso ajustável. Houve
movimentos dos ecologistas combatendo as fraldas e então
já se falava em plásticos biodegradáveis.
Isso foi muito evidenciado na Europa e no Canadá e
com menos intensidade nos EUA e América Latina.
Descoberta do SAP (Gel): A taxa de vazamento caiu para aprox.
2%, reduziu-se a espessura; reduziu-se o peso de até
50% e aumentou-se muito o desempenho/absorvência; reduziu-se
o consumo das embalagens (ecológico) e o problemas
das assaduras desapareceram. Cada 1grama de gel, reduzia 4
de celulose. No Japão já se falava em filme
respirável.
Nos anos 90 apareceram novas características agregando
conforto, tais como: Telas SMS(Maciez e resistência);
Clothlike; Barreiras fecais; Fitas laterais com fechamento
mecânico “velcro”; Aloe vera; Indicadores de umidade;
Protetores contra germes; Fitas frontal florescentes, etc.
Nos EUA, Japão e Europa Ocidental a taxa de penetração
chega a mais de 95%. Na América Latina há muitas
variações de 15 a 75%. No final, a média
das máquinas estavam em 300 pçs/min, embora
os grandes fabricantes já falassem em 800 pçs/min.